Ana não estava nervosa. Sentia-se leve, excitada e arrepiada como um gato em noites de frio. Sentou-se na cama, tirou os sapatos e despiu a camisa de botões. E o fez olhando fixamente para ele, parado na porta do banheiro, a assistir o espetáculo dos seus seios rosáceos, parcialmente cobertos pelo sutiã de renda.
Ana começou a sorrir de leve, sentindo prazer em ser objeto de desejo. Não importava que ela não fosse o estereótipo de beleza das revistas; ali, ela era o que ele desejava e isso bastava.
Os seios saltaram livres com auréolas grandes, rosas e firmes. Levantou-se e tirou a saia. Devagar, a barriga mostrou-se e logo depois a calcinha branca que fazia par com o sutian. As pernas longas também mostraram-se de repente, casualmente abertas, convidativas.
- Quero tirar a calcinha para você. Posso?
Ana fez que sim com a cabeça. Ele se aproximou, puxou-a para si e a beijou profundamente, como se devorando uma fruta suculenta.Virou-a de costas, passou as mãos pelos braços macios e encaixou os dedos polegares nas laterais da calcinha. Enquanto beijava os obros e pescoço de Ana, os dedos faziam pressão para baixo.No mesmo instante, ela segurava os braços dele como se quisesse acelerar o processo e ao mesmo tempo detê-lo. Sentia-o respirar ofegante em seu pescoço e o calor do peito dele nas suas costas. Sua calcinha ja estava no chão quando ela virou-se para ele, completamente nua e totalmente molhada.
Em momento algum desejou tão profundamente estar em baixo do corpo de qualquer homem.
Quando enfim de colocaram um dentro do outro, as expectativas se confirmaram. Se amaram como se nunca mais o fossem fazer.
- Quero que você sente naquela cadeira, ordenou Ana.
Ele obedeceu. Ana, pegou a gravata jogada no sofá e amarrou as mãos dele para trás. Ajoelhou-se em sua frente e começou a beijar suas pernas, subindo até a virilha e escapando para a barriga.
Ele suspirava, prevendo o que aconteceria. Ana começou de leve, lambendo-o do começo ao fim, mordiscando de leve a base, sempre olhando seu amante nos olhos. E, quando ele achou que iriam continuar naquela brincadeira Ana sentou-se sobre ele, apoiando-se nas pernas abraçando-o de modo a segurar-lhe a nuca.
Atado, experimentava uma agonia delirante e deliciosa de perder totalmente o controle da situação. Ana movia-se perfeitamente bem, com força, roçando-se nele e gemendo alto. Ele mordia-lhe o queijo e procurava desesperadamente a boca arfante dela, a qual ela entregou prontamente.
Finalmente desamarrou as mãos dele que, como um elástico esticado, voltaram-se para o corpo dela, levantando-a de súbido e jogando-a na cama. Por um instante ela sentiu um leve medo, vendo nos olhos dele um desejo animalesco. Puxou-a para sim, fazendo-a deslizar sobre os lençóis e encaixar-se em sua cintura. Penetrou-a com força, sentindo suas pernas enlaçarem-se nele, suplicando por todo o contato que fosse possível. Deitado sobre ela beijou-a, enfim, mordendo-lhe os lábios e segurando seus braços para cima, retribuindo a brincadeira da cadeira.
Moveram-se com força, gemendo, suando e olhando-se como se estivessem se adimirando e se enfrentando, até Ana gemer mais alto demonstrando um gozo profundo e intenso. Vendo a cena, ele deixou-se levar também sentindo as pernas tremerem de prazer.Continuaram enrroscados até que Ana pediu um cigarro.
Não disseram mais nada por um breve período, até Ana vestir-se e se preparar para ir embora.
- Qual teu nome realmente?
- Carla. E o teu?
- Marcelo. Nos veremos novamente?
- Maybe...
Marcelo olhou a silhueta de Carla se distanciando indo em direção à porta.
- Como faço para te encontrar novamente?
- Eu te acho.
- Quando?
- Quando eu sentir tua falta.
E fechou a porta atrás de si, sem olhar para trás.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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